Pai, dois anos já se foram, e a dor ainda é grande.
Hoje, consigo falar de você com
mais serenidade, me lembro das coisas boas com sorriso nos lábios, seu nome
aparece nos assuntos sem o nó na minha garganta...
Realmente o tempo foi e está
sendo um excelente remédio.
A vida continua igual... vou
levando!
Tive muitas conquistas nesses
anos, mas tive tristezas também...
Tantas coisas gostaria de
compartilhar com você! Suas palavras e conselhos me fazem falta. Muitas vezes
me sinto perdida, sem rumo, vagando pelas minhas dúvidas.
Sinto falta de um abraço apertado,
de olhar para seus olhos verdes brilhantes e de sentir seu cheiro. Às vezes me
pego recuperando, através da memória, o som da sua voz e do seu sorriso...
tenho medo de esquecê-los!
A dor me uniu ainda mais à
mãe... a presença uma da outra aconchega a parte que está faltando em nós. Essa
unicidade me fortalece e me amedronta. Tenho medo de perder minha outra
metade... não sei se suportaria!
Os mistérios da vida após a
morte me intrigam, mas tenho certeza que iremos nos encontrar novamente e
seremos, mais uma vez, nós três!
“É preciso amar as pessoas como
se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há...”
Te amo, além da vida!
