quinta-feira, 1 de agosto de 2019

5 anos sem você... que saudade pai!


Eu preciso te falar, te encontrar de qualquer jeito... Pra sentar e conversar. Depois andar de encontro ao vento. Eu preciso respirar, o mesmo ar que te rodeia. E na pele quero ter, o mesmo sol que te bronzeia. Eu preciso te tocar, e outra vez te ver sorrindo...
Cinco anos... o tempo passa tão rápido que a gente nem se dá conta!
Toda vez que ouço essa música me lembro de quanta coisa deixamos de fazer juntos. 
Parece maluquice, mas acreditamos que a morte pode acontecer com um artista de televisão, com um vizinho ou com um parente, mas nunca dentro da nossa própria casa. Ainda mais do jeito que você se foi, tão de repente...
No dia em que você nos deixou, era feriado em Bauru. As pessoas iam saindo lentamente, em silêncio, talvez para aproveitar o dia de folga com a família, descansar ou simplesmente curtir... enquanto eu me deixava ficar, com um nó na garganta, querendo desesperadamente gritar por socorro, me perguntando “o que eu faço agora?” e esperando que em uma reviravolta louca você se levantasse dizendo que era uma brincadeira de mal gosto. Depois que todos se foram, a dor latejante veio com toda força, me rasgando de dentro para fora.
Nada do que eu vivi até hoje se compara aquele momento. Encontrei muita gente solidária neste percurso, mas também uma quantidade surpreendente de pessoas com alma dura, que até hoje julgam o meu sofrimento. Mas o que eu posso fazer? Fui obrigada a vestir uma armadura, não tive a opção de escolher o figurino.
Eu sei que a vida é feita de etapas: nascemos, vivemos e morremos... só que neste espaço do “vivemos”, enterramos quem amamos! 
Se enterrei alguém que amei a minha vida toda, como eu poderia simplesmente esquecer tão rápido? 
Luto patológico? Pode ser! Apesar de que jamais imaginei que luto devesse ter data marcada para terminar. Para mim luto é enquanto a pessoa me fizer falta e, neste caso, é para sempre!
A vida não para em prol de nossa dor e sofrimento. É óbvio que não deixei de comemorar minhas realizações, porém, aprendi que após a sua partida todas elas são alegrias com uma pontinha de tristeza. Aprendi que a vida após o luto é um exercício diário: aos poucos nossas reações se modificam, nossos sentimentos se acalmam e o choro desesperado e sufocante dá lugar a uma saudade compriiiidaaa, recheada de lembranças...
Ainda assim PAI... quero que saiba que se mil vidas eu tivesse, mil vidas eu aceitaria enfrentar essa dor, apenas pelo prazer de todo o antes que vivi ao seu lado. 
Com o luto eu aprendi que fui abençoada por ter a honra de Deus ter me dado um pai tão maravilhoso, que hoje é meu anjo da guarda e que me faz tanta falta!
Te amo. Além da vida!