quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Meus dias sem meu pai...


E, de repente, a vida te dá uma rasteira tão dolorida que assusta!
De uma hora para a outra, ela te faz entender, sóbria, que a vida é frágil e que escapa por entre os dedos...
Você sabe o que é dor de verdade? 
Dor de verdade não é um amor não correspondido, não é a cabeça latejando, não é cortar o dedo, não é ser desprezado ou mal tratado por alguém que nada acrescenta em sua vida. 
Dor de verdade é querer um abraço e não poder dar e, sem opção de escolha, ter que aceitar que essa é a única certeza que temos: a de que somos passageiros.
Já se passou um mês... Sua falta sufoca, dilacera, sangra. 
O tempo cronológico anda em círculos, parece se arrastar. 
O tempo da alma faz com que cada dia seja um ato de coragem!
Sei que algum propósito Deus tem para a minha vida... Ele me tirou um pedaço e, por isso, nunca mais voltarei a ser a mesma!
Mas Deus também me ensinou muita coisa: tive apoio de quem menos imaginava e esperei um abraço de compaixão de quem se quer se importou com a minha dor.
E de pink, meu mundinho tá preto e branco! Nada mais tem graça... 
Meu peito está em chamas. Tem um arrombo nele. 
Mas PAI, por você, eu prometo pelo menos tentar viver novamente... mesmo que, muitas vezes, secretamente, meu desejo seja morrer também!
Francisco de Lima, Pai, Papito, Fran, Chicão, Chico, Batidão... onde quer que esteja, olha por nós!
Te promoveram de super herói para anjo da guarda!
Te amo, para sempre... Saudade!

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