sábado, 24 de fevereiro de 2018

Justo você?!


Amigo é coisa pra se guardar, do lado esquerdo do peito, dentro do coração, assim falava a canção... 
E mais uma vez a vida me passa uma rasteira... 
De novo desta forma, repentina, tão intensa, dolorida, me consumindo... 
Justo você? Tão linda. Tão cheia de vida. Uma das pessoas mais doces e meigas que conheci. Por quê? Você estava tão feliz à espera da sua Sophia... 
Quantas conversas tivemos tentando imaginar o rostinho dela, se seria parecida com você ou com o Eri. E quando poderíamos imaginar que você teria somente alguns minutinhos com ela em seu colo? 
Me lembro de sua voz calma no áudio do whatsapp que me enviou antes de entrar para o centro cirúrgico para ganhar a sua princesa. 
Como eu poderia imaginar? 
A sensação é de impotência. De saber que hoje estamos aqui e amanhã não nos resta uma única certeza. Essa é a triste lei da insignificância humana. 
De você me restaram muitas aprendizagens... 
Eu que compartilhei de um dos momentos mais felizes de sua vida – fui madrinha de seu casamento – carrego em meu coração todo o carinho que sempre demonstrou por mim e por minha família... e jamais irei me esquecer da força que me deu quando perdi a pessoa que mais amava na vida. 
Tenho certeza que meu pai deve ter lhe acolhido com aquele sorriso lindo dele aí do outro lado! 
Amiga, ficarão muitas lembranças: na infância já fomos paquitas, modelos, cantoras e ainda gravamos discos de sucesso no velho gravador toca fitas do meu pai; adolescentes, confidenciamos decepções e conquistas; adultas, dividimos sonhos e a nossa paixão por viagens. 
Hoje, só tenho que agradecer por ter feito parte da tua tão breve história... 
Saudade eterna. Sua Dinda.