Amigo é coisa
pra se guardar, do lado esquerdo do peito, dentro do coração, assim falava a
canção...
E mais uma vez
a vida me passa uma rasteira...
De novo desta
forma, repentina, tão intensa, dolorida, me consumindo...
Justo você?
Tão linda. Tão cheia de vida. Uma das pessoas mais doces e meigas que conheci.
Por quê? Você estava tão feliz à espera da sua Sophia...
Quantas
conversas tivemos tentando imaginar o rostinho dela, se seria parecida com você
ou com o Eri. E quando poderíamos imaginar que você teria somente alguns
minutinhos com ela em seu colo?
Me lembro de sua
voz calma no áudio do whatsapp que me enviou antes de entrar para o centro
cirúrgico para ganhar a sua princesa.
Como eu
poderia imaginar?
A sensação é
de impotência. De saber que hoje estamos aqui e amanhã não nos resta uma única
certeza. Essa é a triste lei da insignificância humana.
De você me
restaram muitas aprendizagens...
Eu que
compartilhei de um dos momentos mais felizes de sua vida – fui madrinha de seu
casamento – carrego em meu coração todo o carinho que sempre demonstrou por mim
e por minha família... e jamais irei me esquecer da força que me deu quando
perdi a pessoa que mais amava na vida.
Tenho certeza
que meu pai deve ter lhe acolhido com aquele sorriso lindo dele aí do outro
lado!
Amiga, ficarão
muitas lembranças: na infância já fomos paquitas, modelos, cantoras e ainda
gravamos discos de sucesso no velho gravador toca fitas do meu pai;
adolescentes, confidenciamos decepções e conquistas; adultas, dividimos sonhos
e a nossa paixão por viagens.
Hoje, só tenho
que agradecer por ter feito parte da tua tão breve história...
Saudade
eterna. Sua Dinda.

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