quinta-feira, 27 de julho de 2017

PAI, três anos de saudade...


Eu já chorei demais, eu já sofri demais... Por que será que aconteceu assim?
Três anos se passaram e a saudade só aumenta... Por muitas vezes me peguei sentindo seus braços enlaçados aos meus, num abraço fofo e quentinho, daqueles que nos protege de qualquer perigo ou coisa ruim.
A vida continua passando... ora acelerada e no automático, ora num ritmo sofrido, doloroso, atordoado. 
Não posso ser hipócrita e afirmar que a vida não continua - ela continua sim - mas somente quem passou pela experiência da perda sabe que a gente nunca mais é a mesma pessoa.
A vida após o luto é um exercício diário... e por aqui, nós estamos indo Pai!
DEUS, em sua infinita bondade, está nos ensinando a ressignificar nossa experiência, buscando um propósito na tragédia que nos levou você.
No mais, você continua sendo aquela pessoa super querida, que todo mundo se lembra com saudade e com brilho nos olhos. Suas piadas ainda são contadas, seus causos ainda provocam sorrisos, sua ausência ainda deixa eventos desfalcados...
Eu e a mãe continuamos muito amigas e companheiras. Eu até a fiz ficar corajosa, você precisava ver! Voou de avião, conheceu outros Estados, se arriscou em aventuras em terra firme e em alto mar. 
Recentemente fui com ela guiando para São Paulo... você ficaria tão orgulhoso! 
Revi alguns de seus irmãos e parece que, a cada dia, mais eles se parecem com você. Foi um reencontro emocionante... Tenho certeza que festejou daí de cima!
Você foi embora e eu não consegui, ao menos te dizer o quanto você me fez feliz... O nosso pra sempre, durou muito pouco, mas pode esperar que um dia eu ainda te encontro... onde estiver! 
Te amo, além da vida!

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