PAI,
hoje senti falta de falar com você, de ouvir sua voz, de bater aquele papo
gostoso, de dar palpite sobre as Olimpíadas no Rio, de reclamar do Palmeiras no
Campeonato Brasileiro.
Hoje,
tenho certeza que, como sempre, você teria as melhores palavras de conforto
para me amparar e fortalecer.
Desde a
partida de seu sobrinho Roger, eu ando muito depressiva... parece que revivi
novamente toda a dor da sua morte.
Muitas
vezes me vejo apática, sem energia até mesmo para fazer as coisas que mais amo:
estudar, ir à academia, ver gente, cantar bem alto, dançar, comprar sapatos...
A
insegurança tomou conta de mim...
Minha
redoma de vidro, aquela do meu mundinho pink, tem me protegido dos pensamentos
ruins e da minha impotência de não poder controlar as coisas.
Tenho
convivido com muitas decepções! Chateio-me ao saber que não consigo passar
para as pessoas a imagem de quem realmente sou: apenas uma menina ainda, que só
queria ser amada, com meus defeitos e qualidades, mimos e incertezas. Mas acho
que esse lance não é para mim... As pessoas preferem não me levar a sério e o
meu silêncio grita mais alto do que você imagina!
Hoje,
mais do que nunca, só queria um colo, um cafuné e um beijo na testa me
abençoando com a certeza de que as coisas vão ficar bem... Me ajuda?
Preciso
da sua luz, preciso de você.
Te amo
além da vida!
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